Incubados e embalados pelo manto azul
do aconchego, da segurança.
Um azul tão suave como é o céu nas manhãs mais frias
Mas nunca tão frias quanto as tuas mãos.
Teus dedos gélidos cravaram-se no tecido como lanças
E destruíram a cor da também fraternidade.
Apagaram as luzes da cidade.
O azul se foi.
O manto desfiou.
Do amor à dor, o que restou
Foi saudade.
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