quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Cuarenta y ocho horas de soledad

Incubados e embalados pelo manto azul
do aconchego, da segurança.
Um azul tão suave como é o céu nas manhãs mais frias
Mas nunca tão frias quanto as tuas mãos.
Teus dedos gélidos cravaram-se no tecido como lanças
E destruíram a cor da também fraternidade.

Apagaram as luzes da cidade.
O azul se foi.
O manto desfiou.
Do amor à dor, o que restou
Foi saudade.

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